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Experiência "Ser Mais Amazônia" conscientiza estudantes sobre o cuidado com a "Casa Comum"

Data de publicação:

Neste ano, oito estudantes do Ensino Médio e dois educadores do nosso Colégio, juntamente com jovens e profissionais de outras unidades da Rede Jesuíta de Educação Básica (RJE), tiveram a oportunidade de vivenciar, com as comunidades ribeirinhas no Arquipélago de Marajó (PA), uma experiência transformadora, de formação integral, e que tem o objetivo de impulsionar o participante ao encontro do outro, do diferente e de recriar os espaços dentro de cada um. O projeto "Ser Mais Amazônia", organizado pela RJE e pelo Programa "MAGIS Brasil", por meio do "Centro MAGIS Amazônia", apresentou aos jovens a região amazônica como dom de Deus, conscientizando-os sobre uma das quatro Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus e um dos Acordos Finais do Congresso Internacional dos Delegados de Educação da Companhia de Jesus (JESEDU-Rio2017): a necessidade de colaborar no cuidado da "Casa Comum".

Antes de chegar às comunidades, os estudantes passaram dois dias preparando-se com os jovens do "Magis Amazônia", que os acompanharam também na experiência, que contou com momentos de inserção cultural, laboral e comunitária, com atividades de formação e momentos de espiritualidade e lazer. Recentemente, jovens de nosso Colégio partilharam suas vivências e aprendizagens com turmas do 7º ano/Fundamental e do Ensino Médio. A Equipe de Comunicação do nosso Colégio também conversou com dois estudantes sobre o projeto. Veja a entrevista.


* Experiência ''Ser Mais Amazônia'' conscientiza estudantes sobre o cuidado com a ''Casa Comum''


Colégio dos Jesuítas: Como foi a experiência?

Milena Gava: A experiência na comunidade ribeirinha de Chipaiá foi inicialmente baseada no aprendizado sobre a rotina e a qualidade de vida dos moradores. Na oportunidade, visitamos casas de diferentes famílias e escutamos suas histórias. Além disso, aprendemos sobre os costumes da região, o ócio e o ofício das pessoas. A pesca, o cultivo do açaí e a produção da farinha são, em base, a subsistência da comunidade.

Erick Pimentel: Eu fiquei na comunidade (terrestre e quilombola) do Abacatal. Vivenciei o cotidiano das pessoas, caminhei até o Igarapé com os jovens, descasquei mandioca e vi a sua trituração, extraí tucupi, observei o cozimento da farinha, entre outras atividades que, além das pessoas que conheci, tornaram a experiência inesquecível e maravilhosa.


* Experiência ''Ser Mais Amazônia'' conscientiza estudantes sobre o cuidado com a ''Casa Comum''


Colégio: Quais foram as principais vivências e aprendizagens?

Milena: Acredito que absorvi diferentes conhecimentos e ensinamentos de pessoas que passaram a vida toda vivendo em um lugar, cujo ambiente é o oposto do dia a dia na cidade. Para mim, a parte mais marcante foi perceber como existe uma liberdade indiscutível. Desde o início da experiência, fomos orientados a aprender a "Ser+Livres" e estar lá foi uma reafirmação da dependência que nós temos das coisas materiais e da rotina. E como já diz a música de carimbó que eu mais escutei, "quem manda no Marajó é a maré e quem manda na maré é a lua".

Erick: Vivenciei e aprendi muita coisa e o que mais me marcou foi a forma como as pessoas se relacionam entre si e com o meio ambiente. A relação que possuem com a fauna e a flora é de extremo respeito e a natureza dita o andar do dia. Na comunidade, eles não se preocupam em garantir o sustento por meses, pois vivem um dia de cada vez. Dessa forma, o meu maior desafio foi me adaptar a esse estilo de vida, lidar com a ansiedade de querer saber o que iríamos fazer no próximo dia, sendo que as pessoas de lá não se preocupam em planejar o amanhã.


* Experiência ''Ser Mais Amazônia'' conscientiza estudantes sobre o cuidado com a ''Casa Comum''


Colégio: A experiência também teve o intuito de apresentar aos jovens a região amazônica como dom de Deus. A partir disso, quais reflexões, experiências e aprendizagens vocês partilham em relação ao cuidado com a "Casa Comum"?

Milena: Foi possível perceber que, para eles, a natureza também é a "Casa Comum" e que, como os afeta diretamente, deve ser respeitada. O meu maior desafio foi voltar para casa, pois apesar de todas as dificuldades, e de todos os imprevistos, a paz que aquele ambiente e aquele povo me trouxeram, eu gostaria de não perder nunca. E é pensando exatamente nisso que tento, a todo momento, trazer os ensinamentos para o meu dia a dia e levar essa paz e essa consciência às pessoas ao meu redor.

Erick: Essa experiência ampliou minha visão, pois pude sentir na pele o impacto das agressões feitas ao meio ambiente. Essas atitudes com a natureza prejudicam diretamente as comunidades da região, pois elas estão integradas a esse meio. E, perante essa situação, eu tento "espalhar" a minha visão do assunto para aqueles que não tiveram a mesma experiência, com o intuito de abrir os olhos das pessoas que estão ao meu redor e de construir uma melhor imagem dessas comunidades, mostrando que elas merecem respeito pelos seus costumes e que também devemos ajudá-las.


* Experiência ''Ser Mais Amazônia'' conscientiza estudantes sobre o cuidado com a ''Casa Comum''


* Publicado pela Assessoria de Mídia e Comunicação do Colégio dos Jesuítas

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