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Estudantes do 9º ano aprendem sobre imigrantes e refugiados

Data de publicação:

* atualização - 14/08/2018 10:31

* Colégio dos Jesuitas - Feira de Imigrantes e Refugiados - 9º ano do Ensino Fundamental - 2018

Realizada de 7 a 9 de agosto, a 2ª edição da Feira de Imigrantes e Refugiados do Colégio dos Jesuítas possibilitou aos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental aprenderem sobre as diferentes influências recebidas no Brasil e, em especial, na cidade de Juiz de Fora, bem como sobre as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes em nosso país e no mundo. Com grande protagonismo dos estudantes, a Feira apresenta histórias e divulga, por meio de músicas, trajes e comidas típicas, a cultura de povos que vieram para Juiz de Fora, com foco nos italianos, alemães, portugueses, árabes e africanos, abrindo espaço também para os refugiados, que deixam suas terras procurando acolhida no Brasil ou em outros países, principalmente na Europa.

O trabalho dos estudantes foi desenvolvido de modo interdisciplinar (envolvendo os professores de Português, Redação, Geografia, História, Inglês e Ensino Religioso) e em harmonia com a NUJe (Nações Unidas do Jesuítas - projeto de simulação da ONU, desenvolvido no Ensino Médio), uma vez que os dados utilizados pelas turmas do 9º ano foram extraídos dos relatórios do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), órgão da ONU dedicado à assistência e à compreensão da dinâmica geradora de refugiados em todo o mundo.

* Colégio dos Jesuitas - Feira de Imigrantes e Refugiados - 9º ano do Ensino Fundamental - 2018

Como afirma a Coordenadora do 9º ano, Aline Gervason, o principal foco foi possibilitar que os estudantes apurassem o olhar para os motivos que levam a pessoa a deixar o seu local de origem e as consequências da migração, entendendo a diferença entre imigrante e refugiado, e proporcionando uma mudança na percepção dos estudantes, livrando-os de preconceitos. A educadora afirma que sempre há jovens que já conhecem o assunto, por motivos familiares ou por estarem sempre em contato com notícias e alguns imigrantes, mas também há aqueles que, com o trabalho, adquirem novos olhares e novas reflexões. "Com o preconceito, temos que ser sempre vigilantes", destaca Aline.

As estudantes Carolina Moura e Luana Bassani pesquisaram sobre a África e o que mais chamou a atenção das jovens foi a influência do continente na cultura brasileira, com o samba, a capoeira e a comida. Elas também destacam o sincretismo religioso e a associação da religião de matriz africana com a católica. E se, no passado, africanos eram trazidos ao Brasil escravizados, hoje a realidade é diferente, com a imigração para o país de angolanos e moçambicanos, entre outras nacionalidades, com o objetivo de estudar, devido ao Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes), que oferece aos africanos a oportunidade de estudos em instituições brasileiras. O trabalho mudou a visão de Luana em relação aos imigrantes. "Eu já tinha um conhecimento sobre o assunto, mas pesquisar e descobrir mais sobre eles me fez ter um olhar mais consciente e uma relação diferente com o tema", partilha a estudante.

* Colégio dos Jesuitas - Feira de Imigrantes e Refugiados - 9º ano do Ensino Fundamental - 2018

Já para Ana Beatriz Gonçalves, Clarissa Nascimento Salles, Júlia Bittar Serpa e Maria Eduarda Prado, que pesquisaram sobre os imigrantes de Portugal, um aspecto interessante do trabalho foi explorar as diferentes culturas por meio dos sentidos, principalmente o paladar. Para elas, também ficou muito evidente a semelhança de nossos costumes com a cultura de alguns imigrantes, devido à influência na cidade. Em relação a Portugal, destacam que, atualmente, há uma inversão da imigração, com brasileiros preferindo deslocar-se para o país europeu por uma série de fatores, como a violência e a falta de emprego, e que o idioma também ajuda na escolha do local. Entretanto, apesar de a imigração brasileira ser boa para a economia portuguesa, as estudantes encontraram em suas pesquisas a xenofobia, de brasileiros em relação a portugueses e de portugueses em relação a brasileiros, alertando para a necessidade de refletirmos sobre esse comportamento.

A estudante Barbara Fassheber de Moraes, que pesquisou sobre os refugiados no mundo, já tinha uma empatia em relação a todos que precisavam deixar suas casas por fatores como guerra e fome, mas, após o trabalho, começou a entender mais os refugiados e como cada lugar trata a situação. A Europa, por exemplo, os considera imigrantes, mas a ONU os vê como refugiados. Para ela, o grande diferencial foi o que os estudantes aprenderam durante as pesquisas. "A Feira me fez descobrir a quantidade de imigrantes recebidos na cidade e no país. Eu não sabia que existiam tantos. Muitos colegas também não tinham muito conhecimento sobre a guerra na Síria e começam a ter uma visão diferente da situação", partilha.

* Colégio dos Jesuitas - Feira de Imigrantes e Refugiados - 9º ano do Ensino Fundamental - 2018


* Publicado pela Assessoria de Mídia e Comunicação do Colégio dos Jesuítas

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