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Simpósio nacional aponta rumos para o "currículo" nos colégios e escolas da RJE

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O Colégio Loyola, em Belo Horizonte, sediou o I Simpósio da Rede Jesuíta de Educação (RJE). Realizado de 16 a 18 de maio, o evento reuniu mais de 150 estudantes e educadores dos colégios e escolas jesuítas do país e especialistas do Brasil e da América Latina para debater o tema "Currículo e Inovação".

O Simpósio foi aberto na noite de quarta-feira (16) pelo presidente da Rede Jesuíta de Educação Básica, Irmão Raimundo Barros, SJ, com a presença do Secretário da Educação da Província dos Jesuítas do Brasil, Padre Sérgio Mariucci, SJ. Na ocasião, foi inaugurado um novo ambiente de aprendizagem, o Espaço Pe. Kolvenbach, SJ.

Agradecendo a participação das delegações e o empenho das equipes internas do colégio anfitrião, Irmão Raimundo (foto) ressaltou que tanto o Simpósio como a criação do novo espaço refletem o momento de consolidação da Rede Jesuíta de Educação Básica vivido pela Província dos Jesuítas do Brasil.

* Presidente da Rede Jesuíta de Educação Básica, Irmão Raimundo Barros, SJ - I Simpósio da RJE - 2018

O Currículo nas referências da Companhia de Jesus e a Base Nacional Comum Curricular foram os principais assuntos da manhã de quinta-feira (17). A primeira a falar foi a professora, mestra e doutora Vilma Inés Reyes Duarte, da Colômbia. Em seus apontamentos, ela destacou que "tudo que fazemos em uma instituição educativa aponta para um processo de humanização". Por isso, o currículo deve preparar a pessoa para responder às emergências, à dinâmica da sociedade contemporânea, caracterizada pela mudança incessante, e ajudá-la a lançar-se ao outro.

Para debater o tema, a professora, mestra e doutora Olga Irene León Miranda, da Guatemala, compartilhou suas experiências em seguida. Ela chamou a atenção para a necessidade de entendermos o currículo como sistema, e não como ilhas, partes não conectadas entre si. Para ela, ele deve ser algo que ajude as pessoas a situarem-se na sua realidade e a serem melhores. Na sequência, o tema foi aberto para discussão junto aos participantes.

Ainda no período da manhã, aconteceu a mesa-redonda e debate sobre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e Formação de Professores, com os professores, mestres e doutores Guiomar Namo de Mello e José Francisco (Chico) Soares. No período da tarde, colocou-se em prática um pouco do que foi debatido sobre "Currículo e Inovação" no começo do Simpósio.

A dinâmica teve início com a oficina teórico-prática "Metodologias ativas", conduzida pelos mestres e doutores Lilian Cassia Bacich Martins e José Manuel Moran, tendo como conceito central "aprender fazendo" para fazer um "currículo vivo, partindo dos interesses dos alunos". "Do ponto de vista do aluno, colocá-lo para fazer, experimentar, mesmo que ele não tenha todo conhecimento prévio, é mais interessante do que você explicar tudo para que, depois, ele faça", afirmou Moran, sobre o fundamento das metodologias ativas.

Ainda segundo Moran, a metodologia ativa é uma espécie de Cavalo de Troia na educação. Ele explicou que a proposta "começa mexendo com as disciplinas, integrando as áreas; depois, redesenha os espaços e, mais tarde, redesenha o currículo". Os impactos acontecem não só no pedagógico, mas também na gestão.

No segundo momento da tarde, os participantes se dividiram em grupos para experiências diferentes em dez oficinas oferecidas pelos colégios e escolas da RJE que, de algum modo, já aplicam o conceito das metodologias ativas ou outras de aprendizagem. O dia terminou com a celebração da eucaristia na Capela Santo Inácio.

É possível inovar, quando o assunto é legislação? O mestre e doutor Carlos Roberto Jamil Cury falou na manhã do último dia (18) do I Simpósio da RJE. Durante a palestra "Legislação Brasileira, possibilidades para inovação", o professor abordou as mudanças ocorridas nas leis relacionadas à Educação ao longo da história do Brasil e suas implicações na realidade educativa das instituições de ensino.

Para o especialista, um dos principais avanços na legislação brasileira, "apesar da precariedade, é o direito à diferença". De acordo com ele, a lei "acolheu a diversidade do negro, do índio, da pessoa com deficiência e outras diversidades". Ele afirmou ainda que "a escola confessional pode representar um diferencial com seu projeto pedagógico, para que os estudantes saiam mais cidadãos e respeitadores dos direitos humanos".

O I Simpósio da RJE terminou na sexta-feira (18) com importantes anúncios feitos pelo presidente da Rede Jesuíta de Educação Básica, entre os quais a constituição de dois comitês permanentes de estudo, formados por educadores dos colégios e escolas jesuítas do Brasil: um sobre currículo e outro sobre formação continuada. Diante da decisão, deixam de existir os grupos de trabalho (GTs) sobre os temas.

De acordo com Irmão Raimundo, a proposta é de que os comitês estejam continuamente dialogando sobre seus assuntos centrais para dar suporte às estruturas institucionais e às unidades da RJE. Para ele, trata-se de "um avanço dentro do caminhar da rede e um compromisso que a gente assume a partir desse simpósio". O jesuíta informou que o escopo do trabalho e sua relevância não comportam apenas um grupo, por isso a formação dos comitês.

Em relação à formação continuada, cujos frutos mais visíveis são os cursos de especialização e mestrado, ele anunciou a criação do curso em nível de doutorado, em parceria com a Unisinos. O comitê também vai trabalhar em outros programas, como o intercâmbio entre unidades.

* I Simpósio da RJE - 2018

Dos principais compromissos e acordos do Simpósio, destacam-se a criação de grupos permanentes de diálogo, sobre os temas destacados, em todas as unidades da RJE e a elaboração, pelo Comitê Permanente de Currículo (CPC), de um documento que apresente os resultados do Simpósio e, também, de diretrizes curriculares norteadoras para a RJE. O CPC também terá como atribuição o estudo da Base Nacional Comum Curricular.

Irmão Raimundo aproveitou a ocasião para convocar os participantes, especialmente os estudantes, a "fazer barulho" nas instituições de origem, a voltar para suas unidades com o mesmo espírito, qual seja, o de tornar o sonho realidade e fazer com que o estudante tenha uma "vida gostosa" e sinta alegria em estudar em um colégio jesuíta.

Além de Padre Mário Sündermann, SJ (Diretor Geral), que integrou a equipe de organizadores do I Simpósio da RJE, representaram o Colégio dos Jesuítas no evento os estudantes do Ensino Médio David Loureiro Muller Zaidan (1ª série) e Letícia Rezende Duarte (2ª série) e os educadores Aline Gervason Magacho (Coordenadora de 8º e 9º anos), Dario da Silva Pereira Filho (Coordenador da Área de Educação Física e da Escola de Esportes e Cultura), Francisco Juceme Rodrigues do Nascimento (Diretor Acadêmico), Josiane de Souza Paiva (Coordenadora de 2º e 3º anos do Ensino Fundamental), Marta Monteiro Vieira Braga Barone (Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental) e Wilson Ferreira Pereira Júnior (Coordenador da 3ª série do Ensino Médio Matutino).


  • Informações, fotos e vídeos: Colégio Loyola

* Publicado pela Assessoria de Mídia e Comunicação do Colégio dos Jesuítas

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